Eritrocitose e anemia

Eritrocitose e anemia

CAUSAS DE ERITROCITOSE:

  • Desidratação
  • Esplenocontração
  • Policitemia Vera
  • Doenças pulmonares ou cardíacas (levam a um certo grau de hipóxia)
  • Neoplasia renal (que estimula a produção de eritropoetina)

 

CAUSAS DE ANEMIA:

 

            1. Anemias regenerativas

São aquelas que ocorrem por perda (hemorragia) ou destruição das hemácias. Caso a perda de sangue for extracorpórea, perdem-se componentes do sangue, como ferro e proteínas. Por outro lado, quando há hemólise ou hemorragia em cavidades corpóreas, a proteína é reabsorvida o ferro reaproveitado.

 

  • Anemia por perda aguda de sangue
  • Traumas
  • Cirurgias com complicações hemorrágicas
  • Neoplasias (que se rompem)
  • Ruptura de baço
  • Hemorragia gastrintestinal
  • Epistaxe com perda de grande volume de sangue
  • Coagulopatias
  • Hemometra

 

       Após perda aguda de sangue:

  • O hematócrito inicialmente é normal, pois todos os componentes do sangue foram perdidos proporcionalmente.
  • Choque hipovolêmico pode estar presente.
  • A contração esplênica pode derivar para a circulação sangue mais concentrado, aumentando temporariamente o hematócrito.

 

       Duas a três horas após a hemorragia:

  • Inicia-se a restauração da volemia pela adição de fluido intersticial
  • Isso resulta em hemodiluição e as alterações laboratoriais da anemia tornam-se evidentes
  • Ocorre diminuição da proteína plasmática
  • Nessa fase a anemia é normocítica normocrômica
  • O número de plaquetas aumenta nas primeiras horas. A trombocitose persistente pode sugerir hemorragia contínua.
  • É comum a Leucocitose por neutrofilia nessa fase.
  • Os sinais de regeneração tornam-se evidentes após 48 a 72 horas e atingem o pico máximo após 7 dias da ocorrência da hemorragia. A anemia pode ser macrocítica hipocrômica.

 

Após 1 a 2 semanas da hemorragia:

  • O hemograma retorna a normalidade
  • Se a reticulocitose persistir por mais de 2 a 3 semanas, é sinal de sangramento contínuo.
  • A proteína plasmática retorna aos valores normais antes dos demais parâmetros hematológicos.

 

  • Anemias por perda crônica de sangue
  • Úlceras
  • Neoplasias
  • Hematúria
  • Ectoparasitas (pulgas, carrapatos)
  • Endoparasitas (Ancylostoma, coccídios)

 

      Mecanismo:

  • A anemia se desenvolve lentamente, não ocorrendo hipovolemia.
  • O hematócrito pode atingir valores baixos antes que os sinais de anemia tornem-se evidentes.
  • A anemia é regenerativa, porém menos intensa do que na perda aguda de sangue.
  • A reserva de ferro pode ser consumida se a hemorragia for externa, e assim, o animal pode desenvolver anemia ferropriva (microcítica hipocrômica).
  • Hipoproteinemia e trombocitose persistente são observações comuns.

 

  • Anemia por destruição das hemácias (extra ou intravascular)
  • Imunomediada
  • Plantas tóxicas
  • Veneno de cobra
  • Medicamentos
  • Toxinas bacterianas (Clostridium novyi)
  • Danos oxidativos (cebola, repolho, fenotiazinas, azul de metileno)
  • Parasitas (babesiose, Mycoplasma haemofelis)
  • Infecções (Leptospirose, Escherichia coli)
  • Microangiopatias (Dirofilariose, Neoplasia vascular, vasculite, CID)

 

      Mecanismo:

  • Os sinais clínicos de hemorragia são ausentes.
  • Nos casos agudos de hemólise, os sinais clínicos de anemia podem ser dramáticos, porque os mecanismos compensatórios desenvolvem-se lentamente.
  • Nos casos mais graves, a icterícia pode estar presente. A hemoglobinúria indica hemólise intravascular.
  • A contagem de reticulócitos é mais alta que na hemorragia externa.
  • A anemia pode ser macrocítica hipocrômica a normocítica normocrômica.
  • A proteína plasmática está normal ou aumentada
  • Ocorre leucocitose por neutrofilia e monocitose.
  • Podem ser observados plasma hemolisado, hemoglobinúria ou icterícia.

 

     2- Anemias não regenerativas (arregenerativas)

  • Insuficiência renal
  • Anemia por doença crônica (inflamação, infecção, neoplasia)
  • Fármacos (quimioterápicos, Cloranfenicol, Estrógeno)
  • Deficiência de ferro (perda sanguínea crônica, nutricional)
  • Doença endócrina (Hipotiroidismo, Hipoadrenocorticismo, Hiperestrogenismo)
  • Infecções (FIV, FeLV, Ehrlichiose, parvovirose)
  • Anemia aplásica idiopática
  • Aplasia das células vermelhas
  • Doenças mieloproliferativas
  • Mielopatias
  • Hiperesplenismo
  • Intoxicação por chumbo
  • Osteopetrose
  • Deficiências nutricionais

 

            Mecanismos:

  • A Medula óssea é anormal ou não é capaz de manter uma eritropoese eficaz.
  • O curso clínico é longo e o aparecimento da anemia é insidioso.
  • O comprometimento da Medula Óssea pode ser seletivo para a série eritróide ou afetar todas as linhagens celulares.

           

            E tem mais:

            Às vezes podemos encontrar um animal com o número de hemácias dentro dos valores de referência, mas mesmo assim achar sinais de regeneração eritrocitária (anisocitose, policromasia, Corpúsculos de Howell-Jolly, metarrubrícitos). Isso é uma pista de que esse animal pode ter:

  • Algum tipo de perda ou destruição de hemácias, em processo inicial ou numa velocidade em que ainda não foi suficiente para diminuir o hematócrito.
  • Pode significar também a recuperação de uma anemia
  • Ou ainda que o animal está sofrendo algum grau de hipóxia (doenças cardíacas, pulmonares, síndrome da hiperviscosidade).

 

 

 

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